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Seringueira Irrigada Aumenta 40% da Produção

SEM LEGENDA

Estudo feito pela UNESP de Ilha Solteira.

 

 

 

 

 

 

IRRIGAÇÃO DE SERINGUEIRA AUMENTA EM 40% A PRODUÇÃO

O alto preço da borracha natural no mercado internacional e a demanda do produto na indústria pneumática, entre outros fatores, têm animado quem cultiva seringueira. A cultura, além de ser perene, exige muita mão-de-obra, utiliza quantidade reduzida de insumos químicos e está trazendo ótimo retorno.

Ademir Barbosa, produtor de Álvares Florence, no estado de São Paulo, possui 1,8 mil pés de seringueira adultos, dos quais 230 são irrigados. Quanto às mudas, as 1,2 mil são irrigadas. “Fiz uma experiência com as árvores adultas. As que são irrigadas produzem, em média, 1,3 quilos/mês de látex por planta, enquanto as que não são irrigadas produzem aproximadamente 900 gramas/mês planta. O aumento de produção nas seringueiras irrigadas é de cerca de 40%, no total”, garante o produtor. Ele diz que não tem água suficiente em sua propriedade para irrigar todo o seringal, senão aumentaria a área irrigada.

Em fevereiro deste ano, Barbosa fez sua primeira remessa de leite da seringueira, 900 litros, a R$ 1,30 por litro. Empolgado com o cultivo, projeta: “Minha idéia é possuir três mil árvores e tirar quatro mil litros de leite por mês. Para mim, a seringueira é a salvação da pequena propriedade, por utilizar pouco espaço, ter baixo custo de manutenção e ser muito rentável”, aponta. Outro benefício da cultura é que o espaço entre as árvores pode ser aproveitado para o plantio de culturas diversificadas, como abóbora, melancia e milho, que rendem um dinheiro a mais.

O produtor ressalta que o sucesso da seringueira depende de muita água, limpeza do terreno e adubação (que é feita via fertirrigação). O engenheiro agrônomo João Felix Toscano investiu nesta cultura há oito anos e comemora os resultados da empreitada. “Sempre trabalhei com a produção de mudas e, de dois anos para cá, os produtores de seringueira começaram a ficar mais motivados, pois falta borracha natural no mercado. A seringueira passou na frente até da cana-de-açúcar. Em São Paulo, por exemplo, a cana rende em média, no arrendamento, R$ 1,5 mil por alqueire, enquanto a seringueira chega a R$ 8 mil por alqueire, fora a mão-de-obra”, calcula Toscano.

Ele explica que o estado paulista concentra 53% da produção nacional, sendo que o pólo produtor, que vai de São José do Rio Preto a Santa Fé do Sul, soma aproximadamente 46% desse total. 

“Em nossa região, o ano é dividido igualmente em chuva e seca e, como a seringueira necessita de grande quantidade de água, a irrigação acelera o desenvolvimento das mudas. Antigamente, produzíamos mudas em 18 meses. Hoje, com 12 meses já temos mudas prontas, com a ajuda da irrigação”, diz Toscano.

O engenheiro comenta que os resultados do investimento em viveiros de seringueira, com irrigação, aparecem após dois anos do plantio. Para a produção de látex, no mesmo esquema, os resultados ocorrem, em média, depois de cinco anos de plantio. “Pretendo adquirir uma área maior e plantar a seringueira definitivamente, para a produção de látex”, conta.







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